TRXF11 paga R$ 260 milhões pelo Emiliano do Rio

TRXF11 paga R$ 260 milhões pelo Emiliano do Rio
Larissa Vitória |

O TRX Real Estate (TRXF11) está desembolsando R$ 260 milhões para comprar o imóvel que abriga o hotel Emiliano no Rio – uma transação que marca a estreia do fundo no segmento hoteleiro.

Instalado na Praia de Copacabana, o edifício soma 90 quartos e é considerado um trophy asset pela TRX.

A gestora diz que a localização é irreplicável graças à oferta limitada de terrenos no bairro, e que o segmento tem potencial para captura de valor com o turismo de alto padrão.

“É um ativo que já está maduro, operando com a marca Emiliano desde 2016. Então temos a oportunidade de entrar em hotelaria com a qualidade que a TRX espera,” Paulo Tilkian, portfolio manager da gestora e responsável pela estratégia de shoppings e hotéis, disse ao Metro Quadrado.

O Emiliano seguirá operando o hotel pelos próximos 20 anos. O contrato de locação é atípico nos primeiros 10 anos.

Com isso, o hotel será um dos top 10 locatários do fundo, representando cerca de 5% da receita de aluguel do FII.

“Não planejamos substituir o Emiliano. Hotelaria no Rio é um mercado que tem crescido muito e entendemos que o ativo, apesar de maduro, ainda tem um potencial grande.”

A retomada das viagens de lazer e negócios no País levou o RevPAR – a receita média por quarto disponível, na sigla em inglês – do segmento de luxo a subir 50% entre 2022 e 2025, segundo a CBRE.

No Emiliano do Rio, as diárias dos quartos standard do hotel variam de US$ 300 a US$ 600 por noite, enquanto as suítes mais caras já superam os US$ 950.

A transação foi realizada a um yield estabilizado de 10% – acima da média do portfólio atual do TRXF11.

O TRXF11 não informou quem são os vendedores. Mas o Metro Quadrado apurou que 90% do imóvel pertencia a um fundo do BTG Pactual, enquanto os 10% restantes estavam nas mãos da família Filgueiras, fundadora da rede Emiliano.

Parte do negócio – cerca de R$ 30,5 milhões – será pago em cotas, uma estratégia que o TRXF11 foi um dos pioneiros a adotar para driblar a escassez de liquidez na indústria.

Mas a maior parte será paga em dinheiro, em duas parcelas de R$ 114,7 milhões – uma no fechamento da transação e outra até seis meses depois.

Com a aquisição, o TRXF11 agora atua em cinco segmentos – varejo, logística, educação, saúde e hotelaria – com um total de 112 ativos e R$ 7,8 bilhões investidos em imóveis.

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