Startups de AI estão dominando os escritórios de NYC. Mas falta gente

As startups de AI estão aumentando a demanda por escritórios em Manhattan — mas por enquanto os espaços locados por essas empresas estão cheios de cadeiras e vazios de gente.
Companhias do setor vêm fechando contratos em endereços disputados – como SoHo, Flatiron District e NoMad – num ritmo que está impulsionando um novo boom no mercado de escritórios, segundo o The Wall Street Journal.
Em 2025, empresas de inteligência artificial alugaram mais de 78,5 mil metros quadrados, segundo dados da JLL.
Só no primeiro trimestre deste ano, já foram mais de 38,5 mil m² — quase o dobro do ritmo do ano passado.
Por outro lado, a ocupação dos escritórios ainda não acompanha a ambição dos contratos.
Muitas dessas empresas estão alugando áreas muito maiores do que precisam hoje.
Em alguns casos, os espaços são até 60% maiores do que o necessário para o número atual de funcionários, disse Benjamin Bass, vice-chairman da divisão de locação em Nova York da JLL.
Enquanto algumas startups alugam os espaços maiores apostando em planos agressivos de contratação, preferindo garantir desde já um endereço capaz de comportar o crescimento, outras veem o escritório em Nova York como um ativo de reputação: estar fisicamente em Manhattan ajuda a passar credibilidade para clientes e investidores, mesmo que a operação local ainda seja pequena.
E há também a tendência de o escritório ser uma extensão da cultura da startup, que pensa num espaço mais descontraído e que mostra a identidade da empresa para atrair e reter talentos, com o retorno mais forte ao trabalho presencial.
A demanda por áreas premium no centro de Manhattan segue elevada, e os proprietários fazem contratos de locação que podem durar entre sete e dez anos, o que obriga as startups a fazer apostas imobiliárias antes mesmo de terem clareza sobre o tamanho que suas equipes terão.
Os contratos longos são consequência do colapso das empresas de tecnologia no início dos anos 2000, quando muitas startups quebraram e deixaram de pagar aluguel.
Antes de fechar negócio, proprietários analisam com mais profundidade a saúde financeira dessas empresas, olhando balanços, rodadas de captação, projeções de receita e planos de negócio – quase como um investidor faria.







