Quem comprou imóvel em Salvador há um ano fez um dos melhores negócios do mercado imobiliário brasileiro.
A capital baiana está liderando o ranking de valorização dos imóveis residenciais entre as capitais brasileiras.
Os preços anunciados subiram 12,4% nos últimos 12 meses, mais que o dobro da média nacional, de 5,6%, segundo o Índice FipeZAP.
Salvador superou Fortaleza (10,8%) e Vitória (10,2%), que completam o pódio.
“Três fatores colocaram Salvador na frente: a cidade tem preço competitivo, demanda aquecida tanto para moradia quanto para investimento e uma valorização concentrada em regiões de maior escassez ou de maior atratividade na cidade,” Coriolano Lacerda, gerente de inteligência de mercado do Grupo OLX, disse ao Metro Quadrado.
Além de Salvador e Fortaleza, outras quatro capitais nordestinas aparecem entre as dez maiores valorizações do país: Natal (4ª), João Pessoa (5ª), Maceió (9ª) e Aracaju (10ª). Com isso, o Nordeste ocupa seis posições no Top 10.
“Nesse momento, que o mercado nacional está consumindo nas pontas, o Nordeste tem uma dinâmica própria, com várias capitais da região com desempenho alto por combinar maior atratividade em segunda moradia, turismo, busca por qualidade de vida e preços competitivos quando comparados com outras capitais do País,” disse ele.
Apesar da disparada, Salvador ainda está longe de ser a capital mais cara do País. Com preço médio de R$ 8,5 mil por metro quadrado, a capital baiana ocupa a 13ª posição no ranking de preço médio de venda residencial.
O primeiro lugar é de Vitória, onde os imóveis são anunciados, em média, por R$ 15,2 mil o m².
Na sequência aparecem Florianópolis (R$ 13,3 mil) e São Paulo (R$ 12 mil).
"Mesmo depois dessa valorização, o preço ainda é baixo. O momento é de reprecificação de uma capital relevante para o turismo, com uma economia forte em serviços e que ainda tem espaço para valorização,” disse Lacerda.
No acumulado de 2026, porém, quem lidera a lista é Manaus, com 7,2% de valorização. Salvador fica em terceiro lugar, com 6,2%.
No Brasil como um todo, a alta acumulada de 2026 é de 2,4%.




