SP: mercado de escritórios começa o ano com locações maiores

SP: mercado de escritórios começa o ano com locações maiores
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Os resultados do primeiro tri do mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo mostram que as empresas estão buscando espaços maiores.

No período, a média de áreas locadas ficou em 1.923 metros quadrados, o maior nível desde o quarto tri de 2022, segundo dados da Cushman & Wakefield.

A média representa um aumento de 52% em relação ao tri anterior e de 11% na comparação anual.

As maiores locações do início do ano foram as do Uber, no JK Square, que contratou 15,9 mil m², e da Wise, no River South, no Marginal Pinheiros, com 14,1 mil m².

O movimento é impulsionado pela retomada mais agressiva do trabalho presencial, a contratação de mais funcionários por empresas em crescimento e a opção por integrar escritórios separados em um só espaço, o que em tese aumenta a produtividade.

“O resultado reforça a continuidade da demanda por espaços corporativos de alta qualidade, ainda que em um ambiente de maior seletividade por parte dos ocupantes,” disse a consultoria em relatório

Além disso, as empresas têm buscado diminuir o adensamento dos seus escritórios, para ter mais conforto e aumentar a atratividade do presencial.

Segundo a CBRE, no pós-pandemia a área média buscada por funcionário passou de sete metros quadrados para algo entre 10 e 12 metros quadrados.

Com isso, tem sido mais comum as companhias buscarem escritórios com mais de 10 mil m².

Essa demanda tem inclusive dificultado algumas locações, dado que a oferta de novos prédios não tem crescido em ritmo acelerado.

Segundo a Cushman, o primeiro tri teve um volume total de áreas locadas de 88 mil m², e a absorção líquida foi positiva em 62,5 mil m².

O preço médio pedido na cidade foi de R$ 138 por metro quadrado, e a vacância caiu para 11%.

A Faria Lima continua sendo a região mais valorizada, com preço médio de locação de R$ 290 por metro quadrado.

O primeiro trimestre teve a entrega de 17,7 mil metros quadrados de novo estoque em São Paulo. Hoje, a cidade tem outros 350 mil m² de edifícios corporativos em construção.

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