Trisul aumenta lançamentos no primeiro tri – mas para o MCMV

Historicamente dedicada ao médio/alto padrão, a Trisul aumentou o volume de lançamentos no primeiro tri, mas com um foco maior no Minha Casa Minha Vida, em um momento em que as vendas que dependem de financiamento bancário seguem travadas.
A empresa lançou três empreendimentos entre janeiro e março, somando R$ 542 milhões em VGV — alta de 18,9% na comparação anual e 80% acima da projeção dos analistas do Itaú BBA.
Entre os três, dois estão ligados ao MCMV. Apenas um é para o médio padrão.
O movimento está em linha com a decisão de várias incorporadoras do médio/alto padrão de aumentar sua exposição ao público de baixa renda, dado que os juros seguem elevados para a classe média.
No primeiro tri, as vendas líquidas da Trisul somaram R$ 410 milhões, expansão de 39% ante o resultado de igual período do ano passado.
Apesar do aumento dos lançamentos e das vendas, o BTG Pactual disse que o balanço da incorporadora não impressionou, enfatizando que a velocidade de vendas diminuiu.
O VSO ficou em 11,4% no tri, abaixo dos 13,1% registrados um ano antes.
Ainda assim, o banco mantém a recomendação de compra da companhia, em razão do aumento da exposição ao MCMV.
O BTG calcula que a ação da Trisul negocia a 5x o lucro estimado para 2026 e projeta preço-alvo de R$ 9. Já o Itaú BBA tem recomendação neutra e calcula preço-alvo de R$ 7.
Por volta das 15h, a ação subia 1,78%, a R$ 5,72. A Trisul vale R$ 1,34 bilhão na Bolsa.







