Nos escritórios, 63% já voltaram ao presencial de segunda a sexta

Nos escritórios, 63% já voltaram ao presencial de segunda a sexta
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Mais da metade dos trabalhadores brasileiros já voltaram à rotina 100% presencial.

Segundo uma pesquisa do WeWork, 63% dos profissionais já trabalham de forma totalmente presencial no País, enquanto apenas 12% estão remotos. 

Outros 20% operam em modelos híbridos, sendo 12% com três dias presenciais, 5% com dois dias e 3% com apenas um dia no escritório. 

A exigência de presença física também já virou regra em boa parte das empresas. Entre os profissionais que trabalham presencialmente, 79% afirmam estar submetidos a políticas definidas de ida ao escritório.

O estudo foi realizado com 2,5 mil trabalhadores em todo o Brasil em parceria com a consultoria Offerwise. 

A exigência de presença física avançou mais rápido do que a preferência dos trabalhadores. 

Quando perguntados sobre qual formato preferem, apenas 19% escolheram o presencial integral. O híbrido apareceu na frente, com 60% das respostas, enquanto 21% preferem o remoto.

“O escritório não compete mais apenas com outras empresas, mas com o conforto do lar. Para que este retorno faça sentido, o ambiente corporativo também deve oferecer uma experiência superior, combatendo problemas comuns como o excesso de ruído,” disse Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork Latam. 

Para muitos trabalhadores, o problema do presencial não é exatamente o escritório, mas tudo o que vem antes dele.

O deslocamento aparece como principal desgaste da rotina presencial para 65% dos entrevistados. Gastos com alimentação, transporte e vestuário também aparecem entre os fatores mais citados pelos trabalhadores.

A pesquisa mostra ainda que a maioria dos profissionais leva entre 30 minutos e uma hora para chegar ao trabalho.

Ao mesmo tempo, o presencial continua associado a interação, networking, comunicação entre equipes e percepção de produtividade – 68% dos entrevistados afirmam que a flexibilidade melhora o desempenho profissional.

Enquanto metade dos entrevistados afirma que o modelo de trabalho não interfere diretamente na permanência em uma companhia, 30% dizem que não aceitariam voltar ao presencial integral.

Mas a frequência no escritório segue aumentando, pois quatro em cada dez trabalhadores afirmam ter ampliado a presença física em relação a 2025, enquanto outros dois em cada dez migraram para o modelo totalmente presencial. 

O estudo também identificou uma mudança na forma como os profissionais enxergam benefícios corporativos.

Flexibilidade, bem-estar e possibilidade de crescimento aparecem cada vez mais ligados à percepção de valor sobre o emprego, ao lado de salário e estabilidade.

Hoje, oito em cada dez entrevistados afirmam que aceitariam um trabalho presencial caso os benefícios fossem melhores. 

“Não ganha a empresa que obriga a voltar, mas sim aquela que consegue fazer com que valha a pena fazê-lo,” disse Hidalgo.

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