Master desocupa 14 mil m² na Vila Olímpia; imóvel já tem interessados

O Auri Plaza Faria Lima, na Vila Olímpia, está voltando ao mercado após ser desocupado pelo Banco Master, abrindo espaço para companhias que buscam áreas maiores de 10 mil m² – hoje escassas em São Paulo.
Já há duas empresas do setor financeiro em conversas para locar o prédio de cerca de 14 mil m², com a intenção de ser um inquilino monousuário, apurou o Metro Quadrado.
O banco pagava em torno de R$ 2,9 milhões por mês de aluguel no edifício.
Tem sido mais comum que as empresas busquem locações com mais de 10 mil m² em São Paulo. Antes da pandemia, havia apenas um ou duas demandas por ano de locação de espaços com esse tamanho mínimo.
O movimento é impulsionado pela retomada mais agressiva do trabalho presencial, a contratação de mais funcionários por empresas em crescimento e a opção por integrar escritórios separados em um só espaço, o que em tese aumenta a produtividade.
Uma consequência disso é o aumento da média de áreas locadas em São Paulo. No primeiro tri, a média ficou em 1.923 m², o maior patamar desde o quarto tri de 2022.
Ao todo, o Master está devolvendo 22 mil metros quadrados de área comercial em São Paulo, após passar por uma liquidação.
Além do Auri Plaza, o Master também está deixando outros dois endereços no Itaim Bibi: 4,4 mil m² no Pátio Malzoni, onde ocupava um andar e meio; e 2,9 mil m² divididos entre dois andares no B32, segundo a Newmark. O espaço no B32 já foi ocupado pela Shopee.
Segundo a consultoria, a vacância de escritórios de alto padrão na Vila Olímpia vinha em queda antes da devolução.
No primeiro trimestre, a taxa ficou em 15,3%, com cerca de 50 mil m² vagos – recuo em relação ao trimestre anterior e em linha com outras regiões corporativas da cidade.
A taxa ainda não considera a saída do Master. Com o Auri Plaza Faria Lima disponível, a vacância pode se aproximar de 20%.
Mariana Hanania, a head de pesquisa e inteligência de mercado Newmark, acredita que um espaço com mais de 10 mil m², na Vila Olímpia, surge como uma oportunidade, com potencial de atrair demanda qualificada para a micro-região.
“A disponibilização de um ativo com esse porte tende a encontrar um mercado mais preparado para absorção do que em ciclos anteriores,” disse Hanania ao Metro Quadrado.
O preço pedido médio na Vila Olímpia está em R$152,9, cerca de 7% acima do trimestre anterior.







