CPLG11 atinge 100% de inquilinos do ecommerce – um sinal dos tempos

O fundo de logística da Capitânia fechou mais uma locação para o Mercado Livre – e com isso terá pela primeira vez 100% do seu portfólio ocupado por players do ecommerce, uma marca que reforça o protagonismo que o segmento assumiu no mercado de galpões.
O CPLG11 acertou com o MELI a locação dos 75 mil metros quadrados do empreendimento que desenvolveu em sociedade com a SPX Capital na rodovia Imigrantes, em São Bernardo do Campo. O ativo foi entregue no fim do ano passado.
Nos últimos meses, o fundo chegou a conversar com indústrias e transportadoras para locar o espaço, mas o MELI foi mais rápido.
“Os players de outros segmentos não estão acostumados a competir com empresas que tomam área na velocidade que o Mercado Livre toma,” Gabriel Martins, o gestor do CPLG11, disse ao Metro Quadrado.
Antes do boom de ecommerce iniciado na pandemia, os outros setores experimentaram um ciclo de vacância mais alta e portanto podiam levar mais tempo entre a prospecção de novos galpões e o fechamento do negócio.
Agora, estão tendo que conviver com a disputa acirrada entre Mercado Livre, Amazon e Shopee pelos novos empreendimentos que surgem.
“Como está muito difícil achar grandes áreas contíguas e disponíveis, os produtos que entram no mercado são rapidamente tomados por esses players,” disse o gestor.
Segundo a Binswanger, das 10 maiores transações de galpões no Brasil no primeiro tri, nove foram feitas por alguma dessas três empresas.
O CPLG11 já teve empresas de outros segmentos entre seus inquilinos, mas a hegemonia do ecommerce no seu portfólio também se deve ao fato de o fundo ser jovem (a sua criação se deu em 2023).
“Os fundos mais antigos ainda trazem uma bagagem mais diversa, com indústrias, varejistas e transportadores,” ele disse.
Hoje, o fundo de logística da Capitânia conta com três ativos, este de São Bernardo e outros dois que são built-to-suits ainda em construção: um que também será ocupado pelo MELI, em Jacareí, com previsão para 2027, e outro para a Amazon, em São José dos Pinhais, esperado para ficar pronto no fim deste ano.
O veículo tem uma estratégia focada em ganho de capital e já fez quatro desinvestimentos, que costumam ser realizados depois que o ativo desenvolvido já tem um inquilino.
A gestora calcula que já gerou cerca de R$ 100 milhões em ganho de capital para investidores, com cap rate entre 8% e 8,5%.
O mais provável é que o empreendimento de São Bernardo agora locado para o MELI seja o próximo a ser vendido.
A gestora fechou um contrato de cinco anos com o ecommerce.
O ativo foi construído pela Sanca Galpões.







