O governo de São Paulo está se preparando para leiloar uma série de prédios públicos da região central que ficarão vazios depois da transferência da sede estadual para o novo complexo que será construído no bairro dos Campos Elíseos.
A primeira lista inclui imóveis históricos e tombados como o Hotel Esplanada, o Cine Marrocos e o antigo prédio do Banco de São Paulo, que deverão ser reformados e convertidos em projetos de moradia, hotelaria, lazer e outros usos privados.
O leilão será feito em um momento em que investidores do mercado imobiliário estão voltando a olhar para o Centro de São Paulo, ao mesmo tempo em que a gestão de Tarcísio de Freitas tenta atrair moradores, empresas e novos empreendimentos para a região.

Parte dos imóveis que devem ser leiloados ocupa alguns dos endereços mais conhecidos do Centro. O Hotel Esplanada, inaugurado em 1923 na Praça Ramos de Azevedo, já recebeu presidentes, empresários e artistas em uma época em que a região concentrava parte da elite paulistana.
O Cine Marrocos chegou a ser anunciado nos anos 1950 como o cinema mais luxuoso da América Latina e permaneceu por décadas entre os principais espaços culturais da cidade.
Já o antigo prédio do Banco de São Paulo fica na Praça Antônio Prado, uma área que ajudou a consolidar o Centro como principal endereço financeiro da capital antes da migração para a Avenida Paulista.
Outros edifícios ocupados pelo Estado também deverão entrar no radar do governo à medida que as secretarias forem deixando seus atuais endereços, como os edifícios Cidade I e Cidade II, no Triângulo Histórico, e o Edifício Saldanha Marinho, da Secretaria de Segurança Pública.
Entre os players do setor privado que estão investindo no Centro, há nomes como a incorporadora Planta, especializada em retrofits, e o Bradesco, que está investindo R$ 200 milhões para restaurar o complexo Nova Central, na Avenida Ipiranga.
No setor público, além dos esforços do próprio governo estadual, a Caixa Econômica Federal tem dito que está priorizando uma linha de crédito para retrofits nas regiões centrais de grandes cidades.




