Vacância de escritórios em SP cai ao menor nível em 14 anos

A vacância dos escritórios de alto padrão em São Paulo caiu para o menor nível em 14 anos, segundo a JLL.
A taxa recuou de 14,6% no quarto tri para 13,4% no primeiro tri, puxada por uma sequência de locações de grande porte em alguns dos principais eixos corporativos da cidade e pelo avanço ainda tímido da oferta nova, que não tem acompanhado a demanda.
Ao todo, foram fechados 12 contratos acima de 3 mil m² e outros seis acima de 5 mil m².
As grandes locações têm sido impulsionadas pela retomada mais agressiva do trabalho presencial, pela expansão das empresas e pela opção por integrar escritórios separados em um só espaço.
As regiões que lideraram as absorções foram Barra Funda, JK e Chucri Zaidan, cada uma com mais de 15 mil m² absorvidos no período.
Já o eixo da Rebouças não tem mais área disponível dentro do estoque atual.
Segundo o levantamento da JLL, o mercado passou por uma redução no volume de edifícios capazes de oferecer lajes contíguas acima de 10 mil m², com queda de 17 escritórios para sete na comparação com o primeiro trimestre de 2024.
Regiões tradicionais como Faria Lima, Itaim, Nova Faria Lima, Paulista e Vila Olímpia já não dispõem de áreas com escritórios dessa dimensão.
Com a redução dos espaços disponíveis em São Paulo, o valor médio mensal pedido de locação subiu 8% em 12 meses – de R$ 109 para R$ 118. Há dois anos, o preço pedido R$ 95, 24% mais baixo.
Mesmo com a previsão da chegada de mais de 300 mil m² de novo estoque ao longo de 2026, parte relevante dessa área já entra no mercado com contratos encaminhados.
O Nubank, por exemplo, pré-locou o Cyrela Corporate, em Pinheiros, que só deve ser entregue no segundo semestre deste ano.
“Temos visto absorção líquida positiva trimestre após trimestre, o que demonstra que o mercado está bem ativo. Então, mesmo com mais oferta entrando, a demanda vai continuar forte,” disse o diretor.







