ALZR11 capta dinheiro novo – algo que anda raro entre os FIIs de tijolo

ALZR11 capta dinheiro novo – algo que anda raro entre os FIIs de tijolo
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O fundo híbrido de tijolo da Alianza acaba de levantar R$ 451 milhões com uma emissão de cotas que trouxe dinheiro novo para o caixa – um movimento que tem sido cada vez mais raro entre os FIIs da categoria.

Esta foi a maior captação da história do ALZR11.

Do total, o fundo captou R$ 325 milhões com novos recursos, enquanto o restante veio de uma operação de permuta de cotas – essa sim comum nos últimos meses – na qual o fundo pagou com cotas a aquisição de um galpão logístico no interior de São Paulo locado pela Shopee. 

A Alianza diz que a captação em dinheiro foi possível graças ao timing da operação, que começou antes do conflito no Oriente Médio provocar uma virada no cenário macro global.

“No final de janeiro e começo de fevereiro o mercado ainda estava bom. O pessoal não lembra porque já mudou tanto, mas o ano começou otimista,” o sócio Fábio Carvalho disse ao Metro Quadrado.

Fabio Carvalho, da Alianza

Além disso, o fundo negociava acima do valor patrimonial na época, outro requisito para viabilizar a oferta e atrair os investidores.

“Colocamos a oferta no mercado com uma cota com prêmio em relação ao valor da emissão, algo que poucos fundos tinham condição de fazer, e isso gerou um interesse pelas cotas novas.”

Mesmo com as condições micro favoráveis, a piora do mercado atrapalhou a última pernada da captação ao longo de março – o IFIX recuou 1,1% no mês, o pior resultado em oito meses – e a oferta levantou um valor menor do que o inicialmente projetado, que era de R$ 528 milhões.

O valor captado representa um crescimento de cerca de 30% em relação ao tamanho do fundo, que até então tinha R$ 1,3 bilhão em patrimônio líquido, e permitirá que a gestora ataque o pipeline da oferta.

Parte das operações já foi concluída, como a compra do galpão da Shopee, de um edifício corporativo na Avenida Rebouças locado para a Souza Cruz e de um BTS para o Grupo Fleury em Campinas.

Os três novos inquilinos são inéditos para o portfólio, o que ajuda a diversificar os riscos com os locatários.

Além disso, ainda há ativos na mira para aquisições que devem ser anunciadas nos próximos meses. O FII tem apetite principalmente por imóveis monousuários, de logística, escritórios ou renda urbana.

“Preferimos criar uma previsibilidade de renda e isso sempre nasce de contratos de empresas em ativo monousuário, pois são companhias grandes e dispostas a fazer contratos longos e fortes,” disse Carvalho.

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