BREAKING. Santander compra projeto da GTIS na JK para sua nova sede

O Santander acaba de comprar da GTIS Partners o complexo com três torres corporativas que está sendo erguido no lugar do antigo Extra do Itaim Bibi, na Av. Juscelino Kubitschek.
O objetivo do banco é trocar a sua sede quando o projeto estiver pronto, com previsão de entrega no segundo semestre de 2028.
O novo complexo – batizado de Campus JK (já foi Super JK no passado) – será um Triple A com 58,1 mil metros quadrados de área locável e está sendo erguido a uma distância de apenas um quilômetro e meio da atual sede do Santander, também na JK.
O novo projeto representa uma ampliação de espaço em comparação à atual sede, que tem 41 mil m² de área locável. O banco tem hoje cerca de 5,2 mil funcionários que vão ao escritório de São Paulo.
O Santander não informa quanto está pagando no novo ativo, mas no ano passado outros players fizeram propostas pelo ativo que giravam entre R$ 30 mil/m² e R$ 35 mil/m² de área locável – ou algo próximo de R$ 2 bilhões no valor total.
A transação pegou de surpresa alguns nomes do mercado, que consideram que hoje é pouco usual uma grande empresa comprar a sede própria em vez de alugar, ainda mais na região que abrange Faria Lima e JK, que tem os preços mais elevados da cidade, impulsionados nos últimos anos pelo retorno das companhias ao modelo presencial.
Uma das exceções recentes foi um outro banco, o Itaú, que comprou o Faria Lima 3500 por R$ 1,5 bilhão.
O objetivo do Santander com a transferência é adotar um modelo de trabalho mais horizontal, trabalhando em um escritório que tenha uma configuração mais adequada para isso, e no qual os funcionários possam atuar de maneira mais colaborativa.
“É uma decisão estratégica alinhada ao conceito global de espaços corporativos do Grupo Santander, e pensada para acompanhar a evolução do nosso negócio e da sociedade nas próximas décadas,” disse o CEO Mario Leão.

Com projeto assinado pelo escritório aflalo/gasparini, o empreendimento reúne três torres corporativas interligadas e foi concebido como um campus urbano, com amplos espaços abertos e áreas de convivência.
Serão seis pavimentos de escritórios, quatro níveis de estacionamento e um rooftop privativo.
O projeto, que usa CEPACs comprados na operação urbana da Faria Lima, foi desenvolvido pela GTIS também com a premissa do uso de fachadas ativas para comércio e serviços, como restaurantes, e seguirá esse plano.
A gestora vai continuar no desenvolvimento até a entrega da obra, que está sendo tocada pela Racional Engenharia.

A venda para o Santander reforça também o processo de desinvestimento da GTIS no Brasil.
A gestora americana de private equity não tem comprado novos ativos no País e já se desfez de vários projetos nos últimos anos, como o Infinity Tower e o Vista Faria Lima.
A gestora comprou o terreno do Extra em 2019 e só começou a demolir o imóvel no ano passado para iniciar a construção do novo empreendimento, um atraso causado pela pandemia, que reduziu a demanda por lajes corporativas.
O Santander opera na sua atual sede há quase 20 anos e ainda não decidiu o que fará com o prédio, do qual é dono. O edifício, que já foi da antiga Eletropaulo, foi comprado pelo banco por cerca de R$ 1 bilhão.
O banco seguirá operando normalmente no prédio atual até o novo edifício ser entregue.







