Em Boston, o JP Morgan concentra equipes na South Station Tower

Em Boston, o JP Morgan concentra equipes na South Station Tower
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BOSTON – O JP Morgan está fazendo uma mudança de escritórios aqui num esforço para colocar o maior número possível de funcionários no mesmo lugar – apostando que a produtividade tende a subir.

Hoje espalhado por quatro escritórios em Boston, o banco vai transferir as equipes de três deles para a South Station Tower – um arranha-céu entregue no ano passado e construído sobre a mais importante estação ferroviária da cidade.

O gigante financeiro está locando oito dos 51 andares da torre e será o seu principal inquilino, com 23 mil metros quadrados, de um total de 63 mil m² disponíveis para escritórios.

Com a mudança, o banco vai adicionar 2,5 mil m² à sua operação em Boston, chegando a 35,9 mil m². Por ter mais espaço agora, o JP Morgan calcula que deve aumentar a sua equipe na cidade de 700 para 1 mil funcionários.

O banco disse que a ideia é “reunir os funcionários de todas as áreas de negócios em um só teto, fomentando maior colaboração e inovação.”

Além disso, o fato de o prédio estar em cima de uma estação ferroviária ajuda na logística para funcionários que moram em outras cidades, principalmente Nova York – um esforço que tem sido mais comum entre as empresas no pós-pandemia.

O CEO Jamie Dimon é um dos executivos mais críticos do home office, por entender que o modelo diminui a eficiência. O banco planeja concluir a realocação das equipes em Boston até o início de 2028.

A mudança reforça ainda a busca das empresas por prédios mais modernos e consolida a posição de Boston como uma das cidades que têm liderado a reocupação dos escritórios.

No ano passado, empresas como a Lego e a Hasbro anunciaram que levarão suas sedes americanas para a cidade, enquanto em Cambridge – a cidade irmã de Boston, separada pelo Charles River– companhias de biotecnologia como Astrazeneca, Biogen e Takeda estão construindo novas sedes para aumentar sua presença na região.

Boston conta com um dos maiores polos de novos talentos do mundo por ter universidades prestigiosas como Harvard, MIT e Boston University. 

O prédio envidraçado custou US$ 1,5 bilhão e também terá uma parte residencial nos últimos 16 andares, que será administrada pela Ritz-Carlton Residences com unidades à venda a partir de US$ 1,3 milhão. Haverá ainda um restaurante no nono andar e um clube privado no 36º. 

A incorporadora é a Hines e o projeto é assinado pelo Pelli Clarke & Partners, um escritório de Nova York com histórico de grandes obras como as Petronas Towers, na Malásia, e a Salesforce Tower em São Francisco.

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