Patria faz ofertas por prédios na Chucri Zaidan e no Centro do Rio

Patria faz ofertas por prédios na Chucri Zaidan e no Centro do Rio
Thaís Soares |

Depois de colocar R$ 434 milhões na mesa pela sede do Insper, o Patria aumentou sua lista de compras e fez ofertas por mais dois prédios, em mercados aquecidos do Rio e de São Paulo. 

Desta vez, os alvos são imóveis de um fundo da Arch Capital: a Diamond Tower, um dos quatro edifícios do Rochaverá Corporate Towers, na Chucri Zaidan, em São Paulo, e o Edifício Standard, antiga sede da Esso no Centro do Rio.

A maior parte desse novo desembolso vai para São Paulo, onde o HGRE11, o fundo de escritórios do Patria, ofereceu R$ 288 milhões pela torre do Rochaverá.

Já o HGRU11, o fundo de renda urbana –o mesmo que está tentando comprar a sede do Insper– ofereceu R$ 79,4 milhões pelo prédio carioca. 

A Chucri Zaidan tem ganhado espaço entre empresas que precisam de grandes áreas e encontram poucas opções em regiões como Faria Lima e Vila Olímpia. 

Esse deslocamento ajudou a esvaziar o estoque parado  por anos nos prédios da avenida e trouxe de volta grandes locações para a região.

O exemplo mais recente é o Itaú, que vai ocupar 91,4 mil m² nas duas torres do Esther Towers, na maior locação de escritórios já feita em São Paulo. 

No imóvel do Rio, a oferta vem poucos meses depois de a Arch conseguir resolver a vacância deixada pelo Ibmec, que transferiu sua operação para Botafogo no fim do ano passado. 

A Rede D’Or alugou os quase 8,5 mil m² do edifício para abrir uma nova unidade do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, em um contrato de cinco anos.

O Centro carioca voltou a entrar na rota das grandes locações à medida que ficou mais difícil encontrar espaços maiores na zona sul. 

No primeiro trimestre, a região concentrou sete das dez maiores transações de escritórios do Rio e registrou 12 mil m² de absorção líquida, segundo dados da JLL.

O Nubank, por exemplo, alugou quase 7 mil m² no Vista Mauá, em frente ao Museu do Amanhã, ocupando cinco andares de um dos poucos edifícios que ainda tinham espaço para uma operação desse porte. 

Se as duas compras do Pátria avançarem, o pagamento da Diamond Tower será dividido em duas etapas, com 70% dos R$ 288 milhões no fechamento e os 30% restantes, equivalentes a R$ 86,4 milhões, 180 dias depois, corrigidos pelo IPCA. 

A proposta também permite que até 40% da primeira parcela seja paga em novas cotas do HGRE11 caso a oferta em andamento não levante caixa suficiente, enquanto o restante terá de ser desembolsado em dinheiro.

No Standard, os R$ 79,4 milhões serão pagos integralmente no fechamento, mas o HGRU11 também poderá recorrer à emissão de novas cotas caso a captação não seja suficiente, usando as cotas para quitar parte ou até a totalidade do valor. 

As duas vendas ainda dependem do cumprimento das condições previstas nas propostas e da aprovação dos cotistas do AIEC11, fundo da Arch que detém os imóveis.

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